Idéias em caixinhas

Terça-feira, Julho 31, 2007


Mudando de endereço: (Espero que pela última vez)

NOVO IDÉIAS EM CAIXINHAS

Este blog é finito! Fuiiii!


Domingo, Julho 22, 2007


A mudança começa.

Já não era sem tempo. :)


Sábado, Abril 14, 2007


Nosce te Ipsum - o mergulho começa
(Matarei meu vizinho bem logo! EU JURO!)

No sábado `a noite. Porque esperar até segunda-feira?
Banho tomado, cabelo molhado, lavei os restos do que quero deixar, para continuar.
Coloquei a melhor roupa de sábado à noite em casa, Bloco do eu sozinho tocando no rádio (o cd todo), muitas idéias na cabeça, e uma paciência mais digna que a de Jó. Respiro e penso: "Es Mussein".
Cansei. Cansei. De tudo. Mas de mim principalmente.
Não me mato. Amo-me. Quero-me longe. Quero-me nua, um dia, não agora.
Checo os materiais: lanterna, corda guia, água, fogo, ar, pás, e uma arma. Se não der certo, corto o mal pela raiz. A raiz do mal, não a minha.
Sim, uma mãça. Só porque é bonito. Um dia vai ser legal escrever e dizer: "Então sentei naquele rochedo, saquei a mãça da mochila e lasquei-lhe logo uma dentada. Só porque é bonito."
No ínicio de uma viagem, não se tem o que contar. Apenas desejar que tudo corra bem. Aviso que aqui começa meu diário de bordo, numa viagem ao estilo "viagem insólita", só que serei eu, dentro de mim mesma.
Obrigado aos que torcem por mim.
Espero que aprecie a viagem tanto quanto vocês.
Ah, aos amigos: se eu não voltar, cremem meu corpo, escrevam "merda!" com as cinzas misturadas a pólvora, e acendam.
Dará no mínimo um belo espetáculo.
Obrigada.

Pra começar muito bem, levo comigo trechos de Clarice Lispector:

NOSCE TE IPSUM - I
Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitiva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é bom.

Não quero perguntar por que, pode-se sempre perguntar por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim.

Venho de longe - de uma pesada ancestralidade.

Liberdade? É meu último refúgio, forcei-me à liberdade e agüento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre.
Tenho coragem? Por enquanto estou tendo: porque venho do sofrido longe, venho do inferno de amor.

O que saberás de mim é a sombra da flecha que se fincou no alvo.

VERBUM

A palavra é a minha quarta dimensão.

O que pintei nessa tela é passível de ser fraseado em palavras? Tanto quanto possa ser implícita a palavra muda no som musical.

E eis que percebo que quero para mim o substrato vibrante da palavra repetida em canto gregoriano.

Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio.

O que te falo nunca é o que te falo e sim outra coisa.


Quinta-feira, Abril 12, 2007


Sabem o que eu estava pensando? Que eu prefiro ouvir rock no inverno...

Engraçado isso, né? Sei lá, mas lembro que sempre que escuto MUITO rock, ta frio. No calor eu prefiro reggae, vai ver que é porque lembra praia. No inverno, como é mais gostoso beber, fica melhor pra ouvir rock. Rock pesado, Metal algumas vezes, não só classic.

E na primavera, ai, eu fico "romanticuzinha" mesmo., rs

É que estou ouvindo a Kiss agora, ai lembrei disso.

Começou a tocar uma música, dos meus 16 anos,(caralho, quanto tempo, 11 anos já!!! :-O) Aerosmith " Hole in my soul". Ônibus fretado do cursinho, professor lindo de biologia, morenão de olho verde, mais velho, eu a garota mais inexperiente, começando a perceber o que era sentir alguém interessado em mim, pensando em prestar, vejam só, nutrição! Eu até daria uma boa nutricionista, sempre me empenho no que tenho que fazer.

Tinha um amigo seminarista, é verdade! Sempre lembro dele, conversávamos sobre muitas coisas, da religião dele e da minha não religião. Acho que nunca tive uma.

Eu vendia lanches naturais e mapas astrais no cursinho nessa época, acreditam? Coisa de hippie. É, dava um jeito de tirar minha graninha galera. Já fiz de tudo nessa vida, rs. Fico muito feliz quando olho meu passado, sei que vivi e tenho muito por viver ainda! Meu presente eu vivo, obviamente.

Nessa época eu também ouvia muito pagode e axé, cruzes! Não pensem que tudo são flores, porque eu tinha muitos defeitos. Foi nessa época que comecei a deixar meu cabelo crescer, fiz dieta, começava a me entender como mulher/menina, e não a criança que até então tinha sido. Tudo á seu tempo, o meu veio no tempo certo.

Primeira vez quem sai á noite! Nossa, verdade! Aniversário de uma amiga minha, foi ótimo, Reggae Night, ainda existe, será? Fui com um cabelo horroroso, eu tava horrorosa, com um vestido horrendo, mas me sentia linda! rs. Não sei se mudou muita coisa. Só cortei o cabelo de novo, mas continuo me vestindo mal. Só acerto no jeans e na camiseta, hahahahaha. Quando muito, erro no tênis.

Torpedinhos durante as aulas, falando de bobagens, comentando dos gatinhos do cursinho, dos professores... Todos sempre tem quedas por professores, pq será?

E os nossos, como os de todos os cursinhos, contavam umas piadinhas esdrúxulas pra segurar a atenção da galera... eu só aproveitei o cursinho pra zoar, né? É o melhor que podia ser feito, que vida boa... Aí não estuda, o destino é fazer a primeira faculdade de merda e que te aceita fácil, que passa pela frente. Bem, aqui estou eu!

É, sessão nostalgia. Bom saber que há 11 anos eu fazia coisas boas. Espero olhar daqui há outros 11 anos e achar a mesma coisa.

Então, mova-se Tatiana! Mova-se!



Segunda-feira, Abril 02, 2007


Eu queria chorar, chorar aquela dorzinha funda que maltrata a gente nesse mundo lotado e que se chama solidão.


- É porque você briga contra isso. Você escolheu outra área da sua vida, e esqueceu dessa.¿
- Vocês mulheres estão sozinhas, mesmo rodeadas de homens.¿
- Era só pra dizer oi?
- Era!
- Ah ta...
- Putza cara chato! 6 vezes??
- Tudo o que eu quero é um prisma: alguém que me faça enxergar as cores no arco-íris cinza da minha vida.


Nada mais pra dizer. Ta ai um resumão, pra falar a verdade, todo o meu fim de semana.

Eu queria encolher, encolher, até sumir. Alice, me dá um pedaço do cogumelo!


Ouvindo: Adriana Calcanhoto - Lugares Proibidos

Lugares Proibidos
Adriana Calcanhoto
Eu gosto do claro, quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro, no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já




Segunda-feira, Março 26, 2007


*com.par.ti.lhar (segundo o Michaelis on-line):
(com2+partilhar) vtd Participar de, ter ou tomar parte em: Compartilhou a sorte do esposo. Compartilhou com os seus soldados a glória do triunfo.


Você sabe que sempre terá essa "coisa errada", não sabe? Isso é inato, nasceu com você e vai morrer com você. Você nunca será feliz totalmente, sempre faltará o pedaço perfeito. É como a dor fantasma: você sempre sentirá, mesmo não existindo. Eu não te culpo, eu te entendo. É bem provável que eu não aceite, que eu sofra, que eu chore. Mas isso sou eu. Sofrer, chorar, faz parte de sentimentos, e eu os tenho. Sou intensa sim, sinto tudo nas vísceras sim, entro de cabeça e sabendo que posso me machucar. Me machuco, mas não morro. Sigo em frente, e com experiência. E sempre melhor, sempre.
São onze anos? Já foram 37, acredite. E ele também era de gêmeos. E nos demos bem, por três anos. Ele era livre, eu tb. Prezo isso, tanto quanto você, porém, sei compartilhar* da vida.
Acontece que justamente quando eu não acreditava mais na vida, quando eu achava que era assim mesmo e não ia mais mudar, você chegou como uma certeza de que tudo podia ser diferente. Me deu uma amostra grátis, como aqueles degustadores de supermercado, e não voltou mais. Quando entrei, preferi não provar, porque sabia que ia gostar e não podia comprar. Mais tarde, quando fiz todas as compras e vi que podia comprar, você não estava mais lá. Muitos disseram que nunca esteve, mas eu tenho certeza que naquela tarde, era você oferecendo a mercadoria.
A culpa não foi sua, eu é que estava mendigando amor de qualquer um. Porque eu não agüento mais carregar esse fardo sozinha. Preciso de alguém que me ajude a carregar minha vida, porque carregar minha vida e o mundo nas costas é pesado demais, rs. Sou pretensiosa, infelizmente, é por isso que me canso. Canso, mas não desisto, que fique bem claro isso.
Estou com raiva de mim mesma (grande novidade), por ter essa necessidade de estar apaixonada. Diferente de você que não consegue ficar sozinho, eu consigo, mas não sem estar apaixonada. Por isso o amor platônico faz tanto parte da minha vida. É o combustível pra agüentar esse enfado de dias sem razão aparente.
Aconteceu de novo. Ficou claro que essa é uma área da minha vida da qual devo desistir.
Tchau e benção, meu querido. Talvez um dia você encontre sua gueixa, como um outro geminiano tenta em vão encontrar a demônia dele. (Como eu consigo me envolver apenas com homens de gêmeos?)
Hoje eu ouvi risadas na hora do almoço. Ontem eu ouvi uma vez que era gostosa. Calor do momento.

26/03/2007 - 17:45


Domingo, Março 25, 2007


20/03/07 - 09:42

Cheguei a pouco ao trabalho, minha segunda casa, ou primeira, já que passo mais tempo aqui do que lá.
Cheguei trabalhando, nem sentei pra respirar. E logo me veio a cabeça a pergunta que meu pai fez ontem, e a cara que eles fizeram quando dei a resposta.
Eles querem que eu me firme aqui. Eu não sei. É uma questão de crença, do que eu acredito e do que eu sou obrigada a fazer no momento.
Não posso falar nada, afinal essa é a terceira semana em que estou aqui, não posso emitir opinião e tem o agravante que eu não acho graça em parte alguma da minha vida no momento. Então, não é culpa de nada nem de ninguém se eu não estou empolgada com meu novo trabalho. Pode ter sido meu sonho um dia, mas hoje é a realidade, e talvez por isso tenha perdido o ¿glamour¿.
Eles jamais vão entender essa minha inquietação juvenil numa pessoa adulta, eles jamais entenderão a inquietação juvenil em quem quer que seja. Porque eles não a tiveram. Preferiram fechar os olhos, ou talvez nunca tenham sido apresentados à vida. Será que é isso o tal mito da caverna? Lembro de ter lido, mas não ter entendido.
Sinceramente, a cara deles ontem me fez perceber que me afastar deles agora não vai fazer muita diferença. Eles não me entendem. Isso não diminui de forma alguma o amor que sinto por eles, mas não sou como eles. Não sou como ninguém da minha família. Será que sou mesmo de outro planeta?
Bom, deixa eu começar meu dia a sério agora. E torcer pra ele terminar logo. Não vejo a hora do fim de semana, rs.
Ouvindo: Nova Fm. O que não sai da cabeça? Algumas músicas do Roupa Nova.


19/03/07 - 15:24

É hora do café com leite, estou com muito sono, o termômetro do humor diz que estou feliz e eu não consigo deixar de pensar no domingo...
Sabem quanto tempo faz que eu não sinto isso? Sabem quando foi a última vez que eu senti isso? Também era domingo.
No MP3 agora toca Adriana Calcanhoto, e ela diz: "... Pq meu coração dispara quando tem o seu cheiro..." e ontem tinha o seu cheiro em mim, passeando pelas minhas veias e aromatizando meu sono.
Fo um dia sincero, foi tudo muito lindo, lindo demais. Choveu, fez sol, eu estava bem, à vontade, sem expectativas. Nunca fico assim. Ontem era eu, de um jeito que eu sempre quis ser.
E os nossos gostos são muito parecidos, e o que não forem, a gente releva. Eu não acredito em príncipes, mas adoro Shrek, rs. É pra dizer que contos de fada podem acontecer mesmo quando a história não é exatamente como nos livros.
O que eu posso deixar dessa experiência? "Jamais deixem de acreditar".
Eu quero compartilhar, não dividir. Estou pronta pra recomeçar.
Ouvindo Nova FM. All day. ;-)


Olá, eu ainda estou viva! Rs
Bem, por total falta de local pra colocar o que escrevo durante a semana (já q meu trabalho me impede de acessar alguns sites) no blog, vou tentar, dentro do possível, colocar os textos da semana, no final de semana.
Então, sejam bem vindos à minha semana!

15/03/07 - 12:02

Hoje fazem 10 dias que comecei a trabalhar na BOVESPA. A área é segredo, pq tudo lá é confidencial, mas todos devem adivinhar que tem alguma coisa a ver com biblioteca, né?
Estou feliz. Foi um processo estressante, me cobrei muito, achei que não ia dar conta, achei até mesmo que nem seria chamada. Fiquei literalmente com o cu na mão, mas depois de 10 dias, posso dizer que dou conta. Com um mês, espero dar conta e mais algumas coisas.
Mudei toda a rotina por conta disso, horário na facul, pois estou trabalhando de manhã, deixei de levar marmita (vitória pessoal, deixem-me comemorar!), mudei ojeito de vestir, agora é tudo muito formal, social, diferente.
Posso ouvir música, trabalho numa sala só minha, com uma mesa só minha, com a minha bagunça particular, posso comer, posso ficar descalça (quando estou sozinha), trabalhar sem estresse, só com as cobranças normais do trabalho. Sim, é uma vitória.
Apesar de tudo, venho me perguntando se isso que tenho pode ser chamado de vida. Fico fora de casa das 07:00 às 23:40, pontualmente de segunda à sexta. Hora de almoço e saída não contam como descanso. Esse horário são as únicas horas livres para resolver tudo o que é necessário, me alimentar - pq eu não vivo de luz branca (não sei o nome dessas lâmpadas de escritório) - e correr para chegar onde quero. Mas onde é que eu quero chegar mesmo?
Ainda procuro espaço na agenda para a academia (paga quase que integralmente pel empresa) e para um curso de inglês. Dormir? 5 horas tá MESMO legal. Até minhas olheiras estão sumindo. Minha vida está tão fácil de contar, que numa conversa de 5 minutos te conto toda ela. Acho que nem isso...
Mas tá melhor do que quando escrevi o post sobre ódio de gente. O bom deste trabalho é que eu me mantenho mais afastada delas um pouco, não fico mais tão desgastada por ter que ser cordial o dia todo. E o pessoal da faculdade que não é amigo, eu mando se foder mesmo. 90% dos alunos são "muuu", o restante eu quero fazer amizade, mas não sei como. E esses que eu quero vão saber, pq eu sempre sou cordial com eles.
Resumidamente, era isso que eu tinha pra dizer hoje. O grande supermercado São Paulo tem cada dia vendido mais produtos, mas eu só estava comprando o estritamente necessário. A moeda do supermercado é o tempo, e acho que vocês, tanto quanto eu, sabem o quanto ele é escasso e difícil de adquirir.
Álias, a quantidade de tempo disponível é proporcional a quantidade de dinheiro que temos, já perceberam? rs

A música de hoje não é a que estou ouvindo, mas se encaixa bem: Everybody wants to rule the world - Tears for fears


Quinta-feira, Março 01, 2007


Texto maravilhoso, lido no programa Provocações (28/02/07), de Ricardo Freire, adaptado por Antônio Abujamra. Se puderem, ouçam através deste link: Ricardo Freire por Antônio Abujamra

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, porque não quero. Não aceito nada que pessoas físicas ou jurídicas me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu tope. Se você tornar algo disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se insistir em disponibilizar, nada feito. Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, realizo, aplico, ponho em operação. Se pedir com jeito, até implemento, mas operacionalizar, jamais.
O quê?!?!?!... você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, priorizo, ponho na frente, dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um novo a reinicializar o antigo. até porque desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja simplesmente o caso de reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas não utilizo mais nada. Tenho consciência de que, a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. É mais elegante deixar de utilizar e passar a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, eles nos levarão à mediocridade total! Todos os dias, alguns maus tradutores de livros americanos de marketing e administração disponibilizam mais e mais palavras que são rapidamente operacionalizadas pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão. Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar nossos filhos. Eles vão pensabilizar que o certo, o mais fashion, é ficar se expressabilizando dessa
maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
... danibilizem-se todos!


Domingo, Fevereiro 25, 2007


A notícia

Meu ponto de vista no fotolog. Obrigada. = (


Quarta-feira, Janeiro 24, 2007


Item do dia: desespero

Essa sociedade em que vivemos tem o poder de roubar as pessoas.
Eu fui roubada. A quem devo reclamar?
Roubaram meu tempo. Meus pensamentos. Minhas vontades.
Roubaram-me de mim.
Tantas coisas boas acontecem, tanta vida 24 hrs acontecendo nessa enorme cidade, e eu não tenho um minuto meu, um único minuto onde eu possa sentar e discorrer minhas idéias sobre o que meus olhos registram.
Esses minutos que uso agora foram concedidos pelo médico, pois só assim pra se conseguir tempo hoje: com saúde (ou sem ela).
Mesmo assim, são minutos restritos, minutos em que devo fazer o que foi recomendado e não o que quero. Depois dizem q somos livres. Dá vontade de gargalhar quando ouço esse discurso. Normalmente gargalho e volto ao meu silêncio pessoal. Uma frase melhor ainda, copiada de Marisa Monte: Meu infinito particular.
Pq só nele, só nesse infinito, eu posso viver numa cidade desabitada numa segunda-feira às 6 da manhã. Só nesse infinito tenho um cinema vazio passando filmes q eu gosto, perto da minha casa. Pq pobre, pobre tb pensa. Não é por morar na Zona Leste de São Paulo, extrema periferia, que eu só vejo filme da xuxa. Não, não. Eu penso. Muito. Apesar do Big brother (e obviamente não me refiro ao bestial programa televisivo) acreditar que estou completamente cercada e dominada, ainda tenho um canto e um bloco de anotações, onde posso anotar minha revolta contra o sistema.
Papo de camarada? E eu acredito em alguma coisa pra ser rotulada? Sorry, sou das poucas pessoas que não podem receber rótulos. No máximo, uma identificação do tipo: "Objeto não identificado. Não se aproxime."
Tô desacreditada da vida. Q chato. Eu que sempre amei viver, agora não sei se vale a pena.
Tenho ódio de gente. Elas têm me feito muito mal, e sinto nojo delas. Antes era pouco, agora só de lembrar me vem um gosto amargo na boca.
Acho q tô ficando louca. Vou terminar minha vida num hospício. Poxa, que boa idéia!
Talvez eu não esteja tão louca assim.

Sem rádio no supermercado. A gerente achou melhor manter o silêncio, ela quer pensar!
Mas ela permitiu ler.
Promoção do mês no setor de livros: Tratado do desespero e da beatitude - André Comte-Sponville
Livro muito bom, faz tempo q não leio algo q me faça entrar tão profundamente no pensamento do autor. Estou no ínicio, mas basicamente se trata de parar de ter esperanças. Me faz lembrar o estoicismo, mas é mais interno, tem mais a ver com o que eu penso e não com o q os outros pensam.


Domingo, Janeiro 07, 2007


Item do dia: (In)satisfaction

Quem é que aguenta viver sempre nessa vida pequena?
Já são 4 fins de semana em casa. Descansei o suficiente, agora estou entediada.
A vontade de viajar tá aumentando, mas eu não estou com espirito para viajar sozinha.
Quero companhia, amigos, vááááários amigos viajando junto, bagunça, zueira, exaustão.
Histórias bobas e bonitas pra contar, histórias de micos enormes pagos por alguém, coisas que fiquem marcadas na minha vida, por serem incomuns. São Paulo é linda mas não é tudo. Álias, não é nem uma ponta de unha nesse mundão de meu Deus!
Eu sou uma eterna insatisfeita, e como fiquei um ano em uma modorra insuportável e até insuperável, eu sabia q mais cedo ou mais tarde esse desespero, essa ânsia de botar a mochila nas costas e sumir ia voltar.
Já não é sair à noite, encher a cara e não dormir direito. Essa fase já passou. Eu quero experimentar a variedade de sensações q a vida pode me dar.
Eu tenho um medo absurdo da rotina. Morro de medo de aceitar a vida q minha tia tinha por aqui, q meu pai tem hoje, de ficar em casa desde a hora em q acorda, até a hora em q vai dormir, e não sai, não faz nada.
Não aguentaria isso...
É, tô reclamona mesmo, sorry. Insatisfação gera isso.

Na rádio do supermercado toca: Satisfaction - Rolling Stones (Foi pq ouvi ontem, num filme com a gostosa da Jolie.)


Segunda-feira, Janeiro 01, 2007


Item do dia: Vc ganhou bônus de mais 365 dias!

Estou eu aqui, vencida após fugir insistentemente das linhas de começo de ano.
Não que não quisesse escrever nada, mas não sei sobre o que escrever.
Diversas idéias enquanto tomava banho, jantava, via filmes, chorava (é, tenho chorado frequentemente, o q me alegra deveras, rs), sonhava. E muitas vezes tinha textos prontos, mas que não lembrava ao sentar no computador, ou achava piegas demais.
E ontem, enquanto via os folguedos de comemoração, xingava meus vizinhos por soltarem morteiros ensurdecedores na rua, sem nenhuma consideração ao ouvido alheio, pensei e rezei, pedindo perdão a quem/o que comanda o universo, pelos erros cometidos em 2006 e por não ter cumprido a única promessa: ser mais humana.
E 2007 é mais um ano, muita gente chegou a essa conclusão. Uma pena. Uma pena mesmo... Isso signifca que a esperança morre em nossos corações, e começamos a ficar insensíveis aos males do mundo.
Em 2006 eu deixei de ter tempo pra mim.
Em 2007 eu já nem tenho tempo no primeiro semestre! Dá pra imaginar isso?? Começar o ano com sua agenda já lotada? É desesperador sim, tenham certeza. Pq o problema não são os afazeres, mas saber que não terei tempo pra pensar por mim mesma.
Terei que usar meu cérebro para processar informações vindas de fora e para fora. Nada que aumente ou estímule uma reflexão interior.
Mas deixa o estresse pra amanhã... Hoje eu ainda tenho direito de descansar, rs.
Eu PRECISO viajar este ano. Pra longe, muito longe e sozinha. Mas sei q isso eu não farei. Pq? Simples: Faculdade particular + estágio = grana contada no fim do mês. Sobra no máximo pra comprar coxinha pra não morrer de fome durante o dia. E olha q se comprar coxinha, não dá pra comprar o refri. Tem q escolher a prioridade, rs.
É, que medo deste ano... =/

Na rádio do supermercado toca: Zeca Pagodinho - Minta meu sonho
"Minta pra mim pra que eu viva meu sonho feliz assim..."

P.s.: Q falta de consideração a minha! FELIZ ANO NOVO! Q em 07 tenhamos a percepção de que tempo, mais do que dinheiro, é vida! E viva o ócio!!


Sexta-feira, Dezembro 08, 2006


Momentinho "Pára tudo!!"

Tudo que eu quero fazer hoje é sair correndo deste amigo secreto e cair nos braços dele. E dizer a ele o quanto quero estar com ele, desde q levanto até a hora de dormir, e de quanto o msn tem diminuido a distância, mesmo q virtualmente, e que agora temos nos falado tanto, tantas vezes, de tantas formas diferentes...
Então lembro do sorriso dele, do jeito q me olha dentro do carro, da gargalhada, da voz... Lembro das vezes em que o desprezei, das vezes que fui desprezada, de momentos inexistentes em outros tantos momentos, de beijos, do primeiro, do último, do do meio. Das horas passando, das horas chegando, da dualidade homem/mulher e do nosso gosto pelo mesmo time.
De quando pediu ajuda para mim, do que eu não senti quando a ajuda foi solicitada, dos olhos azuis... azuis como eu sempre sonhei...
De quando eu falei que já tinha alguém, alguém fixo mas que me permitia ter outras pessoas. Alguém que sabe respeitar meu tempo, assim como sei respeitar o dele.
Alguém que não me conhece, apesar de nos conhecermos há tanto tempo...
E disso tudo, sabe o que eu espero? Um beijo e um abraço, o sorriso e o "ois" de sempre. Não preciso mais do que isso pra ser feliz.

Ouvindo: O barulho das sirenes das ambulâncias se dirigindo até a santa casa, os ventiladores ligados, o zum-zum de carros passando na rua, e o clec-clec das teclas deste computador.


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