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wIdéias em caixinhas |
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Um dia eu reparei que minhas idéias eram concebidas a partir do olhar atento das coisas acontecidas ao meu redor. Então eu imaginei a cidade como um grande supermercado, com prateleiras oferecendo sentimentos, e idéias sendo vendidas em caixas. E aqui eu descrevo a conclusão das minhas compras.
Sugestões para as próximas compras, trocas de produtos e reclamações serão bem vindas.
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wQuarta-feira, Setembro 27, 2006 |
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Debate ou Plínio bate?
Ontem corri pra chegar em casa, pq além de descansar, eu queria pegar o debate dos candidatos à governador de SP do começo.
Afinal, horário político pra conhecer propostas nem pensar, né?
E do meu ponto de vista, o começo do debate foi interessante!
Pergunta pra quem também assistiu: foi impressão minha ou o Mercadante foi boicotado no primeiro bloco?
Como em outras entrevistas que assiste com o Plínio de Arruda Sampaio, ele foi esclarecido e esclarecedor, calmo e ponderado em tudo o que foi dito.
Não tenho, não gosto e não quero fazer parte de nenhum partido político, tanto que assisti o debate para encontrar uma luz no fim do túnel.
Acredito que o Psol vem ai com uma boa forma de pensar a política, mas confesso que ainda me assusta esse novo pensamento.
Quem sabe num futuro próximo, não?
O Serra e o Mercadante jogaram como sempre, usando o passado recente de seus partidos e dizendo mentiras tão claras, mas tão escondidas pro povo que só assiste novelas da própria globo e ouve Calypso...
Quércia foi puro Marketing. Eu tentava encontrar pontos sem plástica naquela cara pálida de pó de arroz. Ele foi péssimo.
O Apolinário tinha um grave problema com os plurais, o que me fez ficar agoniada quando ele começava a falar.
Em vista de tudo isso, continuei com o Psol e não abri, rs.
O que me chamou a atenção foi o esclarecimento. Sem promessas, mas com idéias de como mudar. Quando a Heloísa Helena esteve no JN e deu uma entrevista, também fiquei embasbacada com a inteligência daquela mulher, mas assustada com o radicalismo. Na política, não se pode ser radical como Venezuela, Bolívia e Cuba. Tem que se fazer aos poucos, como a China. Assim podemos fazer quietinhos e comer pelas beiradas...
É verdade também que meu conhecimento político é tão grande quanto uma formiga, mas é um assunto que sempre mexeu comigo.
Agora quero muito ver como será o debate de quinta. E espero ter mais tempo pra comentar tb, pq escrever no trabalho é ruim.
Esse post não é pra influenciar ninguém, votem em quem acharem melhor! Meu voto contínua nulo.
Segue o link de um site que eu achei legal e justifica alguns motivos de quem escolhe esse tipo de voto. Não sou anarquista, mas participo de algumas idéias e ideais deles. ^-^
Entenda o voto nulo
P.s.: No meio do debate, eu dormi. O que eu tinha de ver já tinha visto. O resto era pura intriga da oposição.
Ouvindo: Beirut - Postcards from Italy. Descobertas músicais nesta biblioteca também, não só literárias.
Produto oferecido porTaty às 4:38:17 PM
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wSegunda-feira, Setembro 25, 2006 |
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Bom, não era pra estar, mas não tenho outro lugar pra armazenar.
Um trecho do meu livro, escrito as pressas no horário de almoço. Nunca se sabe quando a inspiração aparece.
Aproveitem, logo ele some daqui. Tá incompleto e acontecerão alterações.
Enquanto Tina tomava seu suco, aproveitou para ler o jornal do dia anterior. Quando estava sozinha, lia o que tinha pela frente, fosse jornal, livro revista, bula de remédio ou informações na caixa de leite.
Espalhados pelo chão do apartamento, seu amigos dormiam pela noite de alegria e muita bebida.
Passava os olhos por todas as informações, notícias viz sobre política, a fofoca da gata ou gato da semana, até a parte de obituário.
Deteve seus olhos por ali. Tinha caláfrios quando lia essa parte, e normalmente não o fazia. Mas aquela nota, no rodapé, arrastou seu olhar e toda ela para as linhas em tipografia preta jornalística:
"Ao dedicado filho e querido irmão.
Faleceu no dia --/--/200- na cidade de São Paulo, Fulano de tal, aos 26 anos de idade, casado com Beltrana do Santos. Não deixou filhos. A família agradece o gesto fraterno e amigo pela homenagem póstuma prestada.
Cerimonial:
Seu féretro sairá do Cemitério três florzinhas. Será sepultado na cidade de São Paulo, no cemitério Memorial Park, no dia --/--/200-, às 16:00 horas."
Engoliu seco. Pegou calmamente o copo de suco e tomou um gole. Depois outro, e outro. Tentou fazer com que aquela notícia descesse melhor.
- Então ele realmente se casou. E agora... AGORA ESTÁ MORTO! - Gritava, enquanto pegava o casaco e as chaves e saia correndo pelas escadas.
Ed, que já havia acordado, tentou questioná-la sobre o que acontencia, porém não teve tempo de obter respostas. Olhou para o jornal aberto sobre a mesa, com migalhas espalhadas e então entendeu tudo. Pegou a chaves também e foi atrás dela.
Tina estacionou a moto e adentrou o portal do cemitério.
Ali, diante de um pastor, a família rezava. Pai e mãe inconsoláveis, os irmãos tentavam acalmar a mãe e a cunhada, que sofriam muito.
Sob o olhar de estranheza da maioria, Tina chegou vagarosamente perto do caixão. Trazia lágrimas em baixo dos óculos escuros. Era uma linda tarde de sol.
- Todos temos um fim, velhinho! Agora foi a tua vez, só que pra sempre.
Enquanto ela olhava o cadaver, Max, o amigo ranzinza de fulano, veio em sua direção, logo a arrastando pelo braço:
- O que vc veio fazer aqui garota? Não se tocou ainda que não é bem vinda?
- Olha, só me deixa, tá? Ninguém aqui me conhece, tirando a que agora é viúva dele, por tudo que nós dois e ela sabemos. Deixa que os outros pensem que eu sou uma amiga louca, deixa eu me despedir e eu logo vou embora.
- Vc já se despediu. Agora faz o favor de cair fora!
Produto oferecido porTaty às 2:10:48 PM
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wDomingo, Setembro 17, 2006 |
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Fim de semana:
- Roupas que normalmente não se usam na rua; (confortáveis)
- Quarto; (Muquifo, sweet muquifo)
- Pantufas de Panda; (Precisam ser trocadas, mas como eu disse, são confortáveis e não vou usá-las na rua.)
- Brigadeiro de panela; (em quantidade pequena pra não ficar com peso na consciência depois.)
- Tv no quarto; (com dvd, o que é melhor, pra não me sujeitar as porcarias da tv aberta.)
- Pipoca no sábado à noite; (Pra acompanhar a tv com dvd.)
- Livros; (Pra ler quando eu enjoar de ver tv.)
- Abraço gostoso; (Tá em falta.)
- Estudos; (Pq o sistema diz q eu não devo me sentir confortável e bem a semana toda. Em alguma hora devo ser lembrada que faço parte do proletáriado. Normalmente isso ocorre às 6 hrs da manhã de segunda-feira, enquanto sou prensada entre uma moça baixinha e um filho da puta qualquer q vai me encoxando no trem. E quando eu reclamo, diz q se quiser algo mais confortável, q pegue um táxi.)
- Mandar o despertador se foder, caso eu esqueça de desligá-lo; (a vingança da semana! Yes!)
- Computador pra falar com os amigos, já que estou isolada deles por um tempo;
- Ter aquele tempo gostoso pra pensar o que eu quero, na hora que quero, sem explicar o pq das caretas ou trejeitos;
Cada fim de semana é diferente do outro. Neste, é o último do inverno 2006, tá um frio delicioso, meu quarto tá tudo o que eu queria e estou muito feliz com o novo trabalho e com a minha vida.
E o melhor: Ninguém faz falta! Só não sei se quero alguém fazendo falta de novo...
Hoje, desliguei o rádio. Quero silêncio pra me ouvir.
Produto oferecido porTaty às 6:38:36 PM
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wDomingo, Setembro 03, 2006 |
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Sinto lentamente o calor percorrendo meu corpo. Sinto o desfilar de células sangüíneas através de minhas veias. No centro do peito, sinto um leve bombear de ar. Os olhos abrem vagarosamente e vislumbram um certo clarão, ainda difuso, ainda inconstante...
Onde estou? Ao redor, figuras desconhecidas e lembranças confusas.
Um menino diz:
- Olhem, está viva!
Abro completamente meus olhos e me vejo rodeada de gente, chorando, feliz. Dizem quem o pior passou, e que de agora em diante recomeço novamente...
Penso no fundo do meu... Ei, que buraco é esse no canto esquerdo do meu peito?
- Felizmente filha, seu coração pôde ser colado, e acredite, em um breve espaço de tempo ele voltará a bater no ritmo normal, com algumas cicatrizes, é verdade, mas nada que atrapalhe sua vida.
Ainda assim penso que não sou fênix, não morri ainda e não tive porque renascer. A fábula é um ensaio para o aprendizado? Se for, então eu aprendi.
Aprendi que a vida é um ciclo, q tudo tem começo, meio e fim. Tudo! O tempo desse ciclo difere para cada coisa em nossa vida, mas elas são ciclícas sim.
Então, começo agora um novo ciclo, e tão do ínicio que mal consigo reconhecer um começo nele.
Mas, aos poucos vou mesmo sentido o meu coração batendo, e hoje uma lágrima rolou em meu rosto... Assustador, não?
Não fosse o fato de voltar a sentir que o caminhar sozinho é pesado, não me assustaria com a lágrima.
Sensibilidade aflorada, vi beleza no amamentar de uma mãe no trem, do casal idoso de mãos dadas no mêtro, da chuva fria dessa manhã. Você pode estar se perguntando como eu não me encantava com clichês desse tipo, e lhe respondo que a discrença causa cegueira...
O bom de tudo isso, é que junto com o sangue correndo nas veias, agora a idéias correm no cérebro. Meus neurônios voltaram a aptidão de suas conexões.
Música? Over the rainbow, da trilha do filme Finding Forrester.
Produto oferecido porTaty às 2:40:48 AM
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